sexta-feira, 17 de junho de 2011

Encontro de Comunicação Marista recebe Paulo Nassar

Evento vai debater a era da transparência em instituições educacionais


A 9ª edição do Encontro de Comunicação Marista (Ecom), marcado para 21 de junho, às 9h30, na PUC, receberá o professor Paulo Nassar, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP). Ele ministrá a palestra de abertura e falará sobre a comunicação na era da transparência em instituições educacionais.
O evento tem o objetivo de ser um fórum de debate e construção de conhecimento de temas contemporâneos relacionados à comunicação e ao marketing em instituições educacionais. Durante os dois dias de programação serão realizadas mesas-redondas, exposições e um debate entre estudantes, gestores, profissionais de comunicação e pedagogos.
A programação completa está disponível no site do Ecom e as inscrições gratuitas podem ser feitas até 17 de junho.

Sobre o Ecom

Em sua 9ª edição, o Encontro de Comunicação Marista (Ecom) é realizado a cada dois anos para discutir temas ligados à comunicação organizacional e o marketing que perpassam o trabalho da Rede Marista e o mundo da educação. Pelo perfil educacional da Rede, preocupada com questões que envolvem a boa governança, o evento é um espaço para a discussão de ideias e debates de tendências que estejam na pauta do mercado e da academia.
Os temas selecionados para o debate durante o Ecom giram em torno de questões que encontram relevância no fazer educacional das instituições de ensino e dialogam com a gestão das unidades. Direcionado para gestores e profissionais de comunicação que atuam na Rede Marista, o encontro se configura em um momento rico de partilha, construção e diálogo sobre a comunicação organizacional.

Confira a programação de 2011:

Equilibrando o jogo

Estudo norte-americano sugere que ministrar aulas dinâmicas, com maior participação dos alunos, em cursos introdutórios da área de ciências ajuda a nivelar o desempenho de estudantes recém-ingressos na universidade e que têm diferenças na formação escolar.

O uso de uma metodologia de ensino mais participativa nas universidades pode ajudar a diminuir as diferenças de rendimento entre alunos com formações escolares mais e menos favorecidas. (Tulane Public Relations/ CC BY 2.0)
Ao abrirem suas portas para uma diversidade cada vez maior de alunos, incluindo aqueles provenientes de situações menos favorecidas de ensino, as universidades encontram um desafio: como nivelar os estudantes recém-ingressos, que apresentam diferentes formações escolares?
Pesquisadores da Universidade de Washington (Estados Unidos) avaliaram que aulas mais dinâmicas, com atividades que demandam maior engajamento dos estudantes, são uma forma eficiente e de baixo custo para diminuir as diferenças nos níveis de formação que esses alunos obtiveram antes de ingressar na universidade.

Aulas participativas contam com instrumentos que ajudam a manter a atenção dos alunos e estimulam o debate e a reflexão

Em contraste com as tradicionais aulas expositivas, às quais os jovens, muitas vezes, assistem sem interesse, as aulas participativas contam com instrumentos que ajudam a manter a atenção dos alunos e estimulam o debate e a reflexão.

As aulas incluem, entre outros exercícios, minitestes diários, corrigidos pelos próprios colegas de turma, e jogos de pergunta e resposta sobre textos previamente dados. Uma das atividades requer o uso de um aparelho eletrônico chamado clicker, que, conectado ao computador do professor, permite aos alunos responderem questões de múltipla escolha apresentadas em um telão apenas apertando um botão, após discutirem a resposta com os colegas.





Outra aposta pedagógica dessa metodologia alternativa de ensino é estimular o uso de habilidades cognitivas que costumam cair no esquecimento em sala de aula, como a capacidade criativa de contornar situações adversas, a análise das relações de componentes dentro de um sistema, a síntese de informações complexas e a capacidade analítica e de autoavaliação.


Rendimento comparativo

Em estudo publicado na revista Science desta semana, o método foi aplicado a um curso introdutório de biologia da Universidade de Washington. A pesquisa comparou o desempenho de jovens de um programa educativo da universidade, que oferece apoio a estudantes com baixa renda familiar e provenientes de escolas consideradas de menor qualidade, com o dos demais alunos regularmente matriculados. Tradicionalmente, os alunos do programa educativo apresentavam menor rendimento e desempenho, notas baixas e alto risco de reprovação.“O professor envolvido, o número de alunos por turma, as habilidades individuais e o grau de dificuldade das provas também devem ser considerados.”

Dos 29 módulos que compõem o curso introdutório, apenas dois foram – e continuam sendo – ministrados por meio do método alternativo de aprendizagem. O resultado foi a melhora no rendimento de ambos os grupos e a diminuição drástica na diferença de desempenho de alunos do programa em relação aos demais.

Segundo um dos autores da pesquisa, o zoólogo Scott Freeman, professor da Universidade de Washington, não apenas o tipo de aula está relacionado às diferenças no desempenho dos estudantes. “O professor envolvido, o número de alunos por turma, as habilidades individuais e o grau de dificuldade das provas também devem ser considerados”, pondera em entrevista à CH On-line.
Cotas brasileiras

No ensino brasileiro, o sistema de cotas viabiliza o acesso de estudantes de baixa renda e com formação em escolas da rede pública às universidades. O biólogo Waisenhowerk Vieira de Melo, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – que possui sistema de cotas –, acredita que uma metodologia mais atenta às variações individuais e que atribua menor peso a avaliações únicas é importante para a formação do aluno.

Há uma carência na formação de professores que lecionem fora do modelo convencional de ensino. “Qualquer estudante que teve alguma deficiência no ensino médio e tem várias lacunas de conhecimento não é atendido pelo ensino tradicional”, ressalta o professor da Uerj.

Melo reforça que há uma carência na formação de professores que lecionem fora do modelo convencional de ensino. “Quem adota esse tipo de metodologia é porque já tem uma mentalidade diferente”, diz. Freeman acrescenta: “A formação do professor e o tipo de aula são determinantes para o desempenho do aluno.”

O autor da pesquisa acredita que esse tipo de aula veio para ficar e aposta na incorporação do método por meio de políticas públicas. “Esperamos que os governos estimulem a implementação dessa metodologia participativa e deem apoio aos professores que desejem mudar seu estilo de aula”, diz Freeman. “Meu desejo é que os alunos também comecem a pedir por isso”, completa.



Publicado em 02/06/2011 | Atualizado em 02/06/2011
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2011/06/equilibrando-o-jogo

Santo Antônio

No dia 13 de junho, segunda-feira, foi comemorado o Dia de Santo Antônio. Abaixo, um resgate da história do Santo que levou fama de casamenteiro e as celebrações desta data no país.


Santo Antônio de Lisboa, internacionalmente conhecido como Santo António de Pádua, foi um Doutor da Igreja que viveu nos séculos XII e XIII. Primeiramente foi frade agostiniano, tendo ingressado como noviço, em 1210 no Convento de São Vicente de Fora, em Lisboa e, ido posteriormente para o Convento de Santa Cruz, em Coimbra, onde fez seus estudos na área de Direito. Tornou-se franciscano em 1220. Isso o fez viajar muito, vivendo inicialmente em Portugal, depois na Itália e na França. No ano de 1221 passou a fazer parte do Capítulo Geral da Ordem de Assis, a convite do próprio Francisco, o fundador. Foi professor de Teologia e grande pregador. Foi transferido depois para Bolonha e em seguida para Pádua, onde morreu após os 35 anos.


Santo Antônio também é considerado por muitos católicos um grande taumaturgo, sendo-lhe atribuído um notável número de milagres, desde os primeiros tempos após a sua morte até aos dias de hoje.

Protetor dos noivos, é tradição em Lisboa realizar-se um casamento coletivo, no dia 13 de junho, na sua igreja, junto à Sé de Lisboa.

No Brasil, onde o Santo conta com muitos devotos, é também frequentemente reverenciado como Santo Antônio, o Casamenteiro. O Estado de Minas Gerais, tem em sua igreja uma imagem de Santo Antônio, trazida de Portugal em finais do século XVII. Para as comemorar a data é realizado o arraiá de Santo Antônio.

Já em Barbalha, interior do Ceará, o mês de junho é dedicado ao Santo, que é padroeiro da cidade. Destaca-se o Pau da Bandeira, cerimônia onde os devotos cortam uma árvore de grande porte e a utilizam de mastro com uma bandeira de Santo Antônio. A festividade reúne milhares de pessoas.

Em Salvador, Bahia, o santo é reverenciado em quase todas as paróquias com a celebração da trezena, mas nas duas igrejas que levam o seu nome,  Santo Antonio Além do Carmo, no centro histórico de Salvador e em Santo Antônio da Barra, as festividades são mais intensas. No sincretismo religioso, Santo Antônio é conhecido no Candomblé da Bahia como Ogum, o orixá da guerra.

O Santo é também padroeiro da cidade de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Patos de Minas e Juiz de Fora. No Estado de Minas Gerais, a comemoração de seu dia garante feriado municipal.

Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a festa para o Santo padroeiro é celebrada com missa diária, pastelada, barracas com comidas típicas, quadrilha, noites temáticas, e shows. O tradicional evento tem como principal atrativo o bolo de metro com várias alianças, que é repartido e distribuído sempre no dia 13. O pedaço do bolo é bem requisitado pelas mulheres solteiras que sonham com um casamento próximo. Diz à tradição que aquela que achar uma aliança no pedaço de bolo é a grande sortuda a subir ao altar com um noivo.

Em Borba, no interior do Amazonas, a Festa de Santo Antônio é comemorada no período de 1 a 13 de junho. Romeiros de vários estados e até do exterior marcam presença nos festejos todos os anos para pedirem ou agradecerem pelas graças recebidas. O município possui a Basílica de Santo Antônio, primeira da América Latina e a quinta no mundo que possui relíquias de Santo.

Na Paraíba, no município de Fagundes, há mais de um século a conhecida Pedra de Santo Antônio é visitada por turistas e romeiros de todo o Brasil, no dia 13 de junho, que é feriado no município.

Em Sombrio, Santa Catarina, são celebradas as trezenas durante os dias que antecedem o sábado que antecede a festa, com benção dos pães de Santo Antônio. No dia do Santo, 13 de junho, é feriado.

Na capital dos gaúchos, duas paróquias realizaram missas em sua homenagem: a Santo Antônio, localizada no bairro Santo Antônio e na Santo Antônio do Pão dos Pobres, localizada no bairro Cidade Baixa.

Na primeira paroquia  a movimentação de fiéis foi intensa após às 11h e no local haviam tendas para venda de artigos religiosas e distribuição de pães. A festa durou até às 20h, com missas de hora em hora, encarrando as programações do dia com uma procissão luminosa, seguida de missa campal.

Na paróquia da Cidade Baixa também foi realizada a distribuição de pães. As missas começaram pela manhã e tiveram fim às 19h.

Como o bolo de Santo Antônio é reverenciado em todo o país, segue a receita para que possa ser confeccionado em casa. Bom apetite!



Bolo de Santo Antônio

Ingredientes

- 3 gemas
- 150 g de manteiga (ou 1/2 xícara chá)
- 1 1/2 xícara (chá) de açúcar
- 100 g de farinha de rosca (ou 6 colheres de sopa)
- 1 colher (sopa) de baunilha
- 1/2 xícara (chá) de leite
- 300 g de amendoim torrado e moído sem pele e sem sal
- 3 claras batidas em neve firme
- 1 colher (sopa rasa) de fermento em pó


Modo de preparo

Em uma batedeira, bata 3 gemas, 150 g de manteiga (ou 1/2 xícara chá) e 1 1/2 xícara (chá) de açúcar até esbranquiçar (cerca de 10 min).

Junte 100 g de farinha de rosca (ou 6 colheres de sopa), 1 colher (sopa) de baunilha e 1/2 xícara (chá) de leite.

Acrescente, aos poucos, 300 g de amendoim torrado e moído sem pele e sem sal.

Desligue a batedeira, junte 3 claras batidas em neve firme e 1 colher (sopa rasa) de fermento em pó.

Coloque as forminhas de alumínio deixando cerca de 1 cm de borda sem preencher, ou utilize a assadeira convencional.

Polvilhe amendoim picado.

Leve ao forno baixo (160ºC) por 35 min.





Para acompanhar o bolo, segue também a receita do café que, pelo nome, será de boa combinação. Confira!


Café Três Santos

Ingredientes:

- 1 lata de leite condensado
- 1/2 xícara (chá) de café forte
- 2 vezes a mesma medida de leite
- 2 colh. (sopa) de chocolate em pó
- 3 cravos da índia
- 2 pedaços de canela em pau
- 1/2 xícara (chá) de licor de cacau


Modo de Preparo:

Misture bem o leite condensado, o café, o leite, o chocolate em pó e as especiarias.
Leve ao fogo e deixe ferver por cerca de 5 minutos. Retire do fogo, junte o licor de cacau e sirva bem quente.

Dica: quem desejar uma bebida mais cremosa, bata a mistura, depois de pronta, no liquidificador junto com uma lata de creme de leite. Adicione as especiarias e sirva em seguida.

(rende aproximadamente 10 xícaras de café)


sexta-feira, 10 de junho de 2011

III Seminário O Negócio do Livro

A terceira edição do Seminário O Negócio do Livro, organizado pelo Clube dos Editores do Rio Grande do Sul, vai ocorrer entre os dias 14, 15 e 16 de junho, a partir das 19h, no auditório do Instituto Goethe, em Porto Alegre. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo email secretaria@clubedoseditores.com.br.



Resiliência como tema



Crença, dedicação e muito trabalho. Isso resume o Pós-doutorado da professora Themis Lara, iniciado em julho de 2009 e concluído em maio de 2011.

Foi em Portugal e na Espanha que a professora desenvolveu seu trabalho com foco na educação e que tem como título: O Educador, a Resiliência e a Inclusão Educacional: Componentes Estratégicos na Superação das Adversidades.

A opção pela Universidade de Algarve, em Portugal deu-se pelas referências que ex-colegas passaram, quando então pontuavam como uma das melhores universidades e, ainda, por contar com um quadro docente que tinha foco nos estudos da Resiliência e inclusão na Educação. A orientação foi feita pela professora Drª. Carolina Sousa, atual diretora da Escola Superior de Educação e Comunicação da universidade.

Já a opção pela Universidade de Huelva, na Espanha, deu-se pela tradição dessa universidade, seu nível de excelência e o reconhecimento de universidades de outros países.  Em Huelva a orientação de Themis foi realizada pelo professor Doutor Angel Boza.



A escolha pelo tema deu-se por ela compreender a Resiliência como processo de entender as mais variadas e adversas situações e, reagir sobre elas superando – as com maior sucesso possível, fator essencial para uma competente ação docente.

Para desenvolver este trabalho, foram realizadas pesquisas com professores de diversas universidades, para avaliar de que forma eles trabalhavam a questão da Resiliência em sala de aula, bem como analisar o grau de Resiliência em sua formação. Por ser a favor da inclusão educacional, a professora Themis acredita que este estudo contribui para preencher uma lacuna dentro de sua atuação docente, já que há mais de 30 anos sua carreira docente sempre teve como foco a educação especial e a inclusão educacional.

Com o resultado desse estudo, a professora Themis pretende contribuir para que professores de todas as universidades possam ter um melhor entendimento do que seja a Resiliência, exercitando a superação de adversidades e promovendo a inclusão educacional. Assim, o material será publicado, primeiramente, pela universidade de Algarve e  Huelva.

Construindo conhecimento em rede





Professores discutem novas estratégias e possibilidades de ensino diante das alternativas digitais da atualidade e do acesso à grande quantidade de informação permitido por elas. Ferramentas não faltam.


A teoria do conectivismo parte da premissa de que o conhecimento é construído por meio de redes e interações. Esse processo – dinâmico, contínuo e complexo – pode se beneficiar das novas alternativas tecnológicas.

Celulares, tablets, notebooks e outros eletrônicos – quer queiram, quer não – fazem parte da vida de crianças e jovens em boa parte do mundo. Em vez de vê-los como obstáculo à educação, é hora de enxergar o seu potencial como ferramenta para aprimorar o ensino.

O conectivismo é uma das poucas teorias de aprendizagem que estão em sintonia com essa nova realidade. Idealizado por George Siemens, parte do pressuposto de que o conhecimento é construído por meio de redes e interações e busca responder a seguinte questão: como podemos ajudar o estudante a aprender?

“Aprender, é criar redes”, reafirma o colombiano Diogo Leal. Especialista em redes sociais na educação, Leal participou do congresso PeopleNET in Education, realizado no mês de março, em São Paulo, com o objetivo estimular a reflexão e o bom uso das novas mídias em sala de aula.

Na ocasião, ele lembrou que a aprendizagem e o conhecimento se apoiam em uma vasta gama de informações provenientes de diferentes fontes, acrescentando: “Não é possível controlar as redes, mas pode-se influenciá-las”.



Professor: um novo papel

Novas tecnologias permitem o acesso rápido a um volume enorme de informação. Nesse contexto, o difícil é discernir o que é relevante e pertinente e o que é besteira e inútil. É aí que entra a figura do professor, para ajudar o aprendiz a construir conhecimento a partir dessa avalanche de informação.

Para Leal, as tecnologias disponíveis hoje já seriam capazes de revolucionar os métodos de ensino. O que falta, segundo ele, é criar estratégias e ferramentas que as tornem efetivamente vantajosas para o aluno, sem tirar do professor o papel de “agregador, curador e amplificador de ideias e informações”.

“O professor nunca foi tão necessário quanto é no contexto atual”A professora universitária Martha Gabriel, palestrante no congresso, também defendeu o papel fundamental do professor no mundo tecnológico. “O digital era só um apoio ao processo de educação tradicional, mas hoje há colaboração, troca; o poder está diluído na rede”, afirmou, salientando que, apesar disso, o professor não perdeu sua importância; muito pelo contrário.

“O professor nunca foi tão necessário quanto é no contexto atual”, acredita Martha. “Hoje ele é um catalisador”, defende, e cabe ao educador entender esse papel e desempenhá-lo da melhor maneira possível.



Obstáculos

Um dos problemas desse novo processo de aprendizagem reside na possibilidade de se construir um movimento de “cegos conduzindo cegos”, como aponta José Arnaldo Valente, livre docente da Unicamp.

De acordo com Valente, não temos profissionais preparados para atuar nesse novo sistema, trazendo novas informações e garantindo o bom desenvolvimento do conhecimento. “O grande desafio está na formação dos educadores”, ressalta.

Outro obstáculo seria o currículo atual, “elaborado para a era do papel e lápis”. Para o professor, seria necessária uma mudança curricular substancial no ensino. “A mesma amplitude de conteúdos pode ser ensinada, mas a forma de ensiná-los deve ser adaptada a nova realidade”, defende.



Ferramentas

Atendendo aos apelos de muitos professores ainda atordoados diante das novas alternativas digitais, foi apresentada durante o congresso uma série de ferramentas capazes de usá-las em prol do ensino.

Plataformas gratuitas como o moodle possibilitam aos professores construir suas próprias redes virtuais. Esse software permite o desenvolvimento de um site personalizado que pode ser usado tanto como complemento aos estudos em sala de aula como ambiente para ensino à distância.

O moodle possibilita aos professores construir suas próprias redes virtuaisOutra ferramenta amplamente utilizada para fins educativos é o site delicious, que agrega os endereços favoritos do usuário e publica-os em uma página própria. Dessa forma, links que o professor ou os alunos julguem interessantes podem ser facilmente buscados e compartilhados.

Para encorajar a leitura, uma boa opção é o skoob, uma rede social brasileira de leitores. Nela, a página de cada usuário contém os livros que ele já leu e que está lendo e suas impressões sobre eles. O site permite a criação de grupos de discussão e acompanhamento mais restritos.

Ferramentas não faltam; resta a disposição da comunidade escolar de ingressar na educação 2.0.

Publicado em 28/04/2011
Ciência Hoje On-line/ SP
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2011/abril/construindo-conhecimento-em-rede

5º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Estão abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições de trabalhos para o 5º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU). O evento, que terá como tema As Fronteiras da Extensão, acontecerá de 8 a 11 de novembro, em quatro universidades, entre elas a PUCRS. Serão realizadas conferências, mesas redondas, minicursos e atividades culturais que proporcionarão a oportunidade de refletir sobre a extensão universitária no País.

As apresentações de trabalhos serão feitas nas modalidades de comunicação oral, tertúlia ou oficina. Nelas, os participantes exibirão os resultados de ações extensionistas, mostrando informações como a metodologia utilizada, o objetivo do trabalho e os dados obtidos. O procedimento pode ser feito no site www.ufrgs.br/5cbeu, no link Inscrições de Trabalhos. Para participantes, o procedimento de inscrição será de 5 de setembro a 28 de outubro.