A terceira edição do Seminário O Negócio do Livro, organizado pelo Clube dos Editores do Rio Grande do Sul, vai ocorrer entre os dias 14, 15 e 16 de junho, a partir das 19h, no auditório do Instituto Goethe, em Porto Alegre. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo email secretaria@clubedoseditores.com.br.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Resiliência como tema
Crença, dedicação e muito trabalho. Isso resume o Pós-doutorado da professora Themis Lara, iniciado em julho de 2009 e concluído em maio de 2011.
Foi em Portugal e na Espanha que a professora desenvolveu seu trabalho com foco na educação e que tem como título: O Educador, a Resiliência e a Inclusão Educacional: Componentes Estratégicos na Superação das Adversidades.
A opção pela Universidade de Algarve, em Portugal deu-se pelas referências que ex-colegas passaram, quando então pontuavam como uma das melhores universidades e, ainda, por contar com um quadro docente que tinha foco nos estudos da Resiliência e inclusão na Educação. A orientação foi feita pela professora Drª. Carolina Sousa, atual diretora da Escola Superior de Educação e Comunicação da universidade.
Já a opção pela Universidade de Huelva, na Espanha, deu-se pela tradição dessa universidade, seu nível de excelência e o reconhecimento de universidades de outros países. Em Huelva a orientação de Themis foi realizada pelo professor Doutor Angel Boza.
A escolha pelo tema deu-se por ela compreender a Resiliência como processo de entender as mais variadas e adversas situações e, reagir sobre elas superando – as com maior sucesso possível, fator essencial para uma competente ação docente.
Para desenvolver este trabalho, foram realizadas pesquisas com professores de diversas universidades, para avaliar de que forma eles trabalhavam a questão da Resiliência em sala de aula, bem como analisar o grau de Resiliência em sua formação. Por ser a favor da inclusão educacional, a professora Themis acredita que este estudo contribui para preencher uma lacuna dentro de sua atuação docente, já que há mais de 30 anos sua carreira docente sempre teve como foco a educação especial e a inclusão educacional.
Com o resultado desse estudo, a professora Themis pretende contribuir para que professores de todas as universidades possam ter um melhor entendimento do que seja a Resiliência, exercitando a superação de adversidades e promovendo a inclusão educacional. Assim, o material será publicado, primeiramente, pela universidade de Algarve e Huelva.
Construindo conhecimento em rede
Professores discutem novas estratégias e possibilidades de ensino diante das alternativas digitais da atualidade e do acesso à grande quantidade de informação permitido por elas. Ferramentas não faltam.
A teoria do conectivismo parte da premissa de que o conhecimento é construído por meio de redes e interações. Esse processo – dinâmico, contínuo e complexo – pode se beneficiar das novas alternativas tecnológicas.
Celulares, tablets, notebooks e outros eletrônicos – quer queiram, quer não – fazem parte da vida de crianças e jovens em boa parte do mundo. Em vez de vê-los como obstáculo à educação, é hora de enxergar o seu potencial como ferramenta para aprimorar o ensino.
O conectivismo é uma das poucas teorias de aprendizagem que estão em sintonia com essa nova realidade. Idealizado por George Siemens, parte do pressuposto de que o conhecimento é construído por meio de redes e interações e busca responder a seguinte questão: como podemos ajudar o estudante a aprender?
“Aprender, é criar redes”, reafirma o colombiano Diogo Leal. Especialista em redes sociais na educação, Leal participou do congresso PeopleNET in Education, realizado no mês de março, em São Paulo, com o objetivo estimular a reflexão e o bom uso das novas mídias em sala de aula.
Na ocasião, ele lembrou que a aprendizagem e o conhecimento se apoiam em uma vasta gama de informações provenientes de diferentes fontes, acrescentando: “Não é possível controlar as redes, mas pode-se influenciá-las”.
Professor: um novo papel
Novas tecnologias permitem o acesso rápido a um volume enorme de informação. Nesse contexto, o difícil é discernir o que é relevante e pertinente e o que é besteira e inútil. É aí que entra a figura do professor, para ajudar o aprendiz a construir conhecimento a partir dessa avalanche de informação.
Para Leal, as tecnologias disponíveis hoje já seriam capazes de revolucionar os métodos de ensino. O que falta, segundo ele, é criar estratégias e ferramentas que as tornem efetivamente vantajosas para o aluno, sem tirar do professor o papel de “agregador, curador e amplificador de ideias e informações”.
“O professor nunca foi tão necessário quanto é no contexto atual”A professora universitária Martha Gabriel, palestrante no congresso, também defendeu o papel fundamental do professor no mundo tecnológico. “O digital era só um apoio ao processo de educação tradicional, mas hoje há colaboração, troca; o poder está diluído na rede”, afirmou, salientando que, apesar disso, o professor não perdeu sua importância; muito pelo contrário.
“O professor nunca foi tão necessário quanto é no contexto atual”, acredita Martha. “Hoje ele é um catalisador”, defende, e cabe ao educador entender esse papel e desempenhá-lo da melhor maneira possível.
Obstáculos
Um dos problemas desse novo processo de aprendizagem reside na possibilidade de se construir um movimento de “cegos conduzindo cegos”, como aponta José Arnaldo Valente, livre docente da Unicamp.
De acordo com Valente, não temos profissionais preparados para atuar nesse novo sistema, trazendo novas informações e garantindo o bom desenvolvimento do conhecimento. “O grande desafio está na formação dos educadores”, ressalta.
Outro obstáculo seria o currículo atual, “elaborado para a era do papel e lápis”. Para o professor, seria necessária uma mudança curricular substancial no ensino. “A mesma amplitude de conteúdos pode ser ensinada, mas a forma de ensiná-los deve ser adaptada a nova realidade”, defende.
Ferramentas
Atendendo aos apelos de muitos professores ainda atordoados diante das novas alternativas digitais, foi apresentada durante o congresso uma série de ferramentas capazes de usá-las em prol do ensino.
Plataformas gratuitas como o moodle possibilitam aos professores construir suas próprias redes virtuais. Esse software permite o desenvolvimento de um site personalizado que pode ser usado tanto como complemento aos estudos em sala de aula como ambiente para ensino à distância.
O moodle possibilita aos professores construir suas próprias redes virtuaisOutra ferramenta amplamente utilizada para fins educativos é o site delicious, que agrega os endereços favoritos do usuário e publica-os em uma página própria. Dessa forma, links que o professor ou os alunos julguem interessantes podem ser facilmente buscados e compartilhados.
Para encorajar a leitura, uma boa opção é o skoob, uma rede social brasileira de leitores. Nela, a página de cada usuário contém os livros que ele já leu e que está lendo e suas impressões sobre eles. O site permite a criação de grupos de discussão e acompanhamento mais restritos.
Ferramentas não faltam; resta a disposição da comunidade escolar de ingressar na educação 2.0.
Publicado em 28/04/2011
Ciência Hoje On-line/ SP
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/alo-professor/intervalo/2011/abril/construindo-conhecimento-em-rede
5º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária
Estão abertas, até o dia 30 de junho, as inscrições de trabalhos para o 5º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária (CBEU). O evento, que terá como tema As Fronteiras da Extensão, acontecerá de 8 a 11 de novembro, em quatro universidades, entre elas a PUCRS. Serão realizadas conferências, mesas redondas, minicursos e atividades culturais que proporcionarão a oportunidade de refletir sobre a extensão universitária no País.
As apresentações de trabalhos serão feitas nas modalidades de comunicação oral, tertúlia ou oficina. Nelas, os participantes exibirão os resultados de ações extensionistas, mostrando informações como a metodologia utilizada, o objetivo do trabalho e os dados obtidos. O procedimento pode ser feito no site www.ufrgs.br/5cbeu, no link Inscrições de Trabalhos. Para participantes, o procedimento de inscrição será de 5 de setembro a 28 de outubro.
Orquestra passa por reestruturação
A Orquestra Filarmônica da PUCRS passa por uma reestruturação e está alterando o seu formato, tornando-se de Câmara. Pela necessidade da composição da nova estrutura, houve a redução de 17 músicos de metais, sopro, percussão e cordas lotados no Instituto de Cultural Musical. A agenda de espetáculos, que inclui, entre outros, o projeto Sobremesa Musical, está mantida, assim como a parceria com a Companhia Zaffari, patrocinadora dos Concertos Comunitários. Entre os destaques da programação do ano estão a Ópera Carmen nos dias 29 e 30 de outubro, com a participação de solistas nacionais e internacionais, e a célebre Requiem, de Mozart.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Semana do Meio Ambiente
De 6 a 9 de junho, o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais -
IMA – promove a SEMANA DO MEIO AMBIENTE PUCRS. As inscrições são gratuitas e podem ser realizada na secretaria do IMA – prédio 5, sala 307 – a partir do dia 31/05 em horário comercial. Como tema “Descobrindo caminhos rumo à sustentabilidade”, o evento contará com palestras, oficinas e visitas guiadas ao Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS e a área florestal da Universidade.
Dentre os temas debatidos estão o Crescimento Econômico e Mudanças Climáticas, Descarte Correto de Medicamentos, O Acidente Nuclear do Japão, dentre outros.
Arrecadação de roupas, cobertores e calçados na Campanha do Agasalho
O Centro de Pastoral e Solidariedade da PUCRS realiza mais uma edição da Campanha do Agasalho. Serão recebidas, até o dia 20 de junho, roupas de inverno, cobertores e calçados nos pontos de coleta nas secretarias das Unidades e no Centro de Pastoral e Solidariedade, sala 101 do prédio 17 do Campus (avenida Ipiranga, 6681 - Porto Alegre). A ideia é mobilizar a comunidade acadêmica para a prática da solidariedade e promover a integração entre diversos setores da Universidade. O material arrecadado será encaminhado para a comunidade da Vila Fátima, na Capital, e organizações sociais atendidas pelo Programa Voluntariado PUCRS/Avesol. Informações complementares no site www.pucrs.br/pastoral ou telefone (51) 3320-3576.
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