sexta-feira, 23 de março de 2012

PUCRS faz parceria com instituto da Índia

A PUCRS assinou convênio com o International Institute of Information Technology, de Bangalore (Índia). A instituição de ensino e pesquisa é referência em educação superior no ramo de tecnologia da informação. Durante cinco anos, haverá intercâmbio de alunos e professores, além de colaboração em pesquisa na área de TI.
       
A parceria foi consolidada durante visita à Índia de Rafael Prikladnicki, diretor da Agência de Gestão Tecnológica e professor da Faculdade de Informática. No contexto de um projeto do convênio Dell/PUCRS, Prikladnicki coletou dados para estudo que busca entender como Brasil e Índia podem colaborar no desenvolvimento de software em escala global. O professor visitou duas das maiores empresas de TI indianas, com mais de 150 mil funcionários cada: TCS e Infosys.

Fonte: ASCOM PUCRS

Droga brasileira combate câncer

Empresa recebe aprovação dos Estados Unidos para testes contra tumor de ovário


Pela primeira vez uma droga desenvolvida no Brasil contra o câncer recebe aprovação para testes nos Estados Unidos. O tratamento combate o câncer de ovário e promete ser menos agressivo do que a quimioterapia. Ele foi desenvolvido pela empresa de biotecnologia brasileira Recepta Biopharma e, se tiver êxito nos testes, poderá chegar ao mercado em cinco anos. A droga recebeu na semana passada aprovação da FDA, a agência americana responsável pela validação de drogas e alimentos, para continuar seus estudos com pacientes.
O reconhecimento da agência significa, na prática, que o laboratório, sediado em São Paulo, poderá receber financiamentos não-reembolsáveis e que, após sua aprovação, a droga terá sete anos de garantia de exclusividade nos EUA. O câncer de ovário, por ser mais raro do que alguns outros tumores, não atrai muito interesse da indústria farmacêutica, o que o faz ser negligenciado na busca por novos tratamentos. No Brasil. a doença afeta seis mil mulheres por ano.
A empresa, dirigida pelo biólogo José Fernando Perez, aposta em anticorpos monoclonais, descritos pela primeira vez em 1975 e cada vez mais adotados como uma alternativa para a terapia de pacientes com câncer.
A quimioterapia convencional ataca todas as células que se multiplicam rapidamente — inclusive as saudáveis, como as do trato gastrointestinal e as do couro cabeludo. Por isso este tratamento provoca tantos efeitos colaterais. Os anticorpos monoclonais, por sua vez, são uma terapia direcionada, com consequências adversas mais suaves.
— O anticorpo é uma proteína, desenvolvida por um complexo processo biotecnológico — explica Perez. — Pegamos o gene que determina a produção da proteína e o introduzimos numa célula animal. Essa célula passa a produzir a proteína. Esta só vai se ligar a alvos específicos, ou seja, a células de alguns tumores.
Essas proteínas foram aplicadas em pacientes com tumor de ovário que não respondiam ao tratamento convencional, com cirurgia e quimioterapia. Essas pacientes são candidatas ao teste, desde que seus tumores tenham um alvo ligável ao anticorpo.
— Sabemos que isso acontece em 76% das pacientes com tumor de ovário — lembra Perez. — Nelas, esses alvos aparecem na superfície da célula. Essa é uma estatística importante, inclusive comercialmente, por aumentar as chances de sucesso de um futuro tratamento.
Perez coordenou a injeção do anticorpo em 26 pacientes e considerou as respostas muito promissoras. Este teste clínico foi o responsável pela aprovação da FDA.
— Nossa meta, como ocorre atualmente na medicina, não é a regressão do tumor, mas a estabilização da doença — ressalta o cientista. — É algo semelhante ao visto no diabetes ou na hipertensão: não se busca uma cura, mas a qualidade de vida em um futuro próximo. Também sabemos que os tratamentos tendem a ser cada vez mais personalizados. A doença se manifesta de uma forma específica em cada paciente, e o médico deve adaptar a terapia a essas particularidades.
Os benefícios obtidos pelo experimento foram comparáveis aos conseguidos pela quimioterapia — e ainda mais prolongados nas pacientes que não tinham metástase no fígado e ascite, o acúmulo de líquido no abdômen.
Hoje, segundo Perez, há apenas dez tratamentos com anticorpos monoclonais no mundo. Nos próximos cinco anos, no entanto, ele acredita que outros chegarão ao mercado. O cientista, inclusive, quer adaptar o mesmo anticorpo desenvolvido contra o câncer de ovário para combater o tumor de mama.
A Recepta conseguiu registro da Anvisa para testes clínicos com anticorpos monoclonais, mas procurou também o certificado da FDA para trabalhar com um padrão de qualidade internacional — o que implica em uma série de condições, como a autenticação da produção da droga, a regulação da temperatura no veículo em que ela é transportada e em protocolos de hospitais onde for testada.
Diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz assegura que o esforço vale a pena.
— A designação vinda dos EUA demonstra uma capacidade de iniciativa e articulação muito importante da Recepta — elogia. — A partir daí são abertas várias possibilidades internacionais. Dá visibilidade a uma droga que está sendo desenvolvida aqui.
Para Brito Cruz, um pesquisador que funda uma empresa, como Perez fez com a Recepta em 2006, pode encontrar diversas fontes de custeio no país. Esses empreendimentos combinam recursos fornecidos por instituições estatais, como a Fapesp, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o BNDES. Outra vantagem oferecida pelo país é a existência, em grandes centros urbanos, de laboratórios bem instalados e competitivos internacionalmente em diversas áreas.
— Quanto às dificuldades, são as mesmas que todas as empresas do país enfrentam: nosso custo industrial, de mão-de-obra, é maior do que o de empresas americanas — lamenta. — As instabilidades de políticas públicas também atrapalham.
Os testes clínicos da Recepta terão os resultados detalhados em uma revista científica.


Fonte: o globo.com

Columbia vai abrir escritório no Brasil

Cúpula da universidade americana esteve em São Paula na quarta-feira

O alto escalão da Universidade Columbia, uma das joias da Ivy League americana, desembarcou esta semana em São Paulo com um presente. Para o Rio. A segunda maior cidade brasileira vai ganhar em setembro o oitavo escritório global de Columbia, que dará estrutura de apoio logístico e acadêmico para professores e estudantes interessados em fazer pesquisa no País. "A curiosidade nossa, e do mundo, pelo que acontece no Brasil nunca foi tão grande", diz o pró-reitor acadêmico da universidade nova-iorquina, John Coatsworth.

O pró-reitor é um dos integrantes da comitiva de Columbia que participa na quarta-feira do ciclo Grandes Universidades, em evento que será realizado no câmpus do Insper, na Vila Olímpia, zona sul de São Paulo. Os outros são o reitor da universidade, Lee Bollinger, advogado que é referência no debate sobre liberdade de expressão e ações afirmativas nos Estados Unidos, e o diretor da Escola de Políticas Públicas e Relações Internacionais (Sipa, na sigla em inglês), Robert Lieberman.

Fundada em 1754, Columbia é um dos exemplos mais notáveis da opulência do ensino superior nos Estados Unidos. Financiada por um fundo de perto de US$ 8 bilhões, alimentado por investimentos e doações, tem pouco mais de 27 mil estudantes. Lidera a lista de universidades com ganhadores do Nobel (são 40 prêmios até hoje). Estudaram em Columbia três presidentes americanos, entre eles o atual, Barack Obama.

Como ocorre nas universidades de elite dos EUA, a palavra de ordem em Columbia é acelerar a internacionalização. Um dos instrumentos para isso foi uma rede que já inclui representações em Paris, Istambul, Amã (Jordânia), Mumbai (Índia) e Pequim. Na semana passada, essa estrutura ganhou o acréscimo de um global office em Santiago, no Chile. Antes do Brasil, Columbia iniciará as atividades de um escritório em Nairóbi (Quênia).

Mão dupla. Além de dar suporte a seus alunos e pesquisadores, a universidade quer atrair estudantes brasileiros e ampliar o intercâmbio com instituições daqui, hoje disperso em acordos individuais feitos por suas 15 escolas. "Uma das missões do escritório será identificar brasileiros promissores e divulgar nossos programas para eles", diz Coatsworth. "Sabemos que há mais talentos no Brasil do que conseguimos atrair hoje."

Antes de ser pró-reitor, Coatsworth dirigiu a Sipa, um dos núcleos da presença brasileira em Columbia. O centro tem dez alunos brasileiros, bolsistas do Lemann Fellowship, programa financiado pelo empresário Jorge Paulo Lemann, um dos controladores da Ambev, para apoiar o intercâmbio com o País. Entre as iniciativas beneficiadas pelo programa está a dupla graduação com a Fundação Getúlio Vargas, que oferece cursos de dois anos para alunos da Sipa e da FGV em Relações Internacionais e Políticas Públicas. Metade do programa é dada no Brasil e a outra metade nos EUA.

"Queremos também expandir a relação com nossa densa rede de contatos no Brasil", afirma Coatsworth. Além de ex-alunos de destaque, Columbia já teve como professores convidados personalidades do quilate de Fernando Henrique Cardoso e do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga.

Ciclo. Criada em 1991 por Lemann e pelos outros controladores da Ambev, a Estudar já deu cerca de 500 bolsas para jovens talentos estudarem no Brasil e no exterior. Para divulgar escolas de elite, iniciou no ano passado o ciclo Grandes Universidades, com a participação da Universidade Harvard, da Harvard Business School, de Yale e do brasileiro Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). A edição 2012 do ciclo, que tem o Estadão.edu como parceiro, começou na semana passada, com a visita a São Paulo da comitiva da Singularity. Abrigada em instalações da Nasa na Califórnia, a universidade se propõe a divulgar a mentalidade de tecnologia e inovação do Vale do Silício.

Fonte: Estadão

China quer dobrar o ensino de português em universidades

A China quer dobrar o número de universidades com curso de português, informa o jornal lisboeta “Público“.

Atualmente, o país asiático tem 15 universidades com esse curso e planeja chegar a 30 “nos próximos anos”. A informação foi dada pela vice-reitora da Universidade de Lisboa, que esteve na China e conversou com o vice-ministro chinês da Educação, Hao Ping.

Segundo ela, “quem fala português tem emprego garantido” na China por causa da escassez de profissionais com essa habilidade.

A professora afirma, ainda, que em contrapartida a China quer expandir o ensino de seu idioma oficial em países de língua portuguesa.

Fonte: Estadão

sexta-feira, 9 de março de 2012

Parabéns, Mulher!



Mulher...

... que traz beleza e luz aos dias mais difíceis, que divide sua alma em duas para carregar tamanha sensibilidade e força, que ganha o mundo com sua coragem, que traz paixão no olhar. Mulher, que luta pelos seus ideais, que ensina e dá a vida pela sua família. Mulher, que ama incondicionalmente, que se arruma, se perfuma, que vence o cansaço. Mulher que chora e que ri, mulher que sonha...
Para você, Mulher tão especial... Feliz Dia Internacional da Mulher!

(Autor desconhecido)

Semana da Mulher



As mulheres do Século XVIII eram submetidas à um sistema desumano de trabalho, com jornadas de 12 horas diárias, espancamentos e ameaças sexuais

O Dia Internacional da Mulher, 8 de março, está intimamente ligado aos movimentos feministas, que buscavam mais dignidade para as mulheres, através de sociedades mais justas e igualitárias. Foi, então, a partir da Revolução Industrial, em 1789, que estas reivindicações tomaram maior vulto, por meio da exigência de melhores condições de trabalho, acesso à cultura e igualdade entre os sexos.

Frente a essa realidade, as mais de 100 tecelãs da fábrica de tecidos Cotton, de Nova Iorque, decidiram paralisar seus trabalhos, reivindicando o direito à jornada de 10 horas. Era 8 de março de 1857, data da primeira greve norte-americana conduzida somente por mulheres. A polícia reprimiu violentamente a manifestação, fazendo com que as operárias refugiassem-se dentro da usina. Os donos da empresa, junto com os policiais, trancaram-nas no local e atearam fogo, matando carbonizadas todas as tecelãs.

Em 1910, durante a II Conferência Internacional de Mulheres, realizada na Dinamarca, foi proposto que o dia 8 de março fosse declarado Dia Internacional da Mulher em homenagem às operárias de Nova Iorque. Nesta ocasião, Clara Zetkin e outras companheiras propuseram a criação da data, a ser celebrado uma vez por ano em todos os países, conforme publicado, em agosto do mesmo ano, no jornal A Igualdade, dirigido por Zetkin. Ela afirmava que "as mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres. É preciso discutir esta proposta, ligando-a a questão mais ampla das mulheres, numa perspectiva socialista."
Desde 1911, o Dia Internacional da Mulher, firmou-se como oportunidade dos movimentos feministas darem visibilidade as suas agendas, onde passaram a reivindicar a inserção das mulheres no mercado de trabalho, salários iguais, maior participação nas instâncias de decisão, combate a violência doméstica e sexual, defesa dos direitos sexuais e reprodutivos, dentre outros temas; com o propósito de ampliar a autonomia das mulheres e fazer valer seus direitos. Assim, como resposta à intensa mobilização de mulheres em várias partes do mundo somado à indicação de uma grande conferência internacional, realizada na Cidade do México, com a presença de delegações de diversos países, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o ano de 1975 como o Ano Internacional da Mulher.

Na contemporaneidade, hoje, temos mulheres empresárias, que ocupam cargos de direção nas empresas. Que são mães, mulheres, profissionais. Que ensinam e aprendem. Que tem direitos iguais. 







Filmes sobre mulheres

Na semana da mulher, algumas dicas de filmes que a tem como personagem principal.


O “Flores de Aço” mostra mulheres de todas as idades, cada uma delas com seus problemas pessoais e particulares, que se agudizam em torno do casamento da personagem vivida por Julia Roberts. O filme é um belo hino à maternidade.

Já em “Tomates verdes fritos” a narrativa se divide em dois níveis: enquanto duas mulheres rememoram o passado, a vida de uma delas vai se transformando, inspirada no exemplo dos relatos. A tônica do filme é o amor e a solidariedade entre mulheres, num mundo repleto de preconceitos e dificuldades.

A trajetória da poetisa sul-africana Ingrid Jonker é apresentada na emocinante trama de “Borboletas Negras”. O filme conta a história da mulher que lutou, sem apoio de seu pai, que era responsável pela censura do que era publicado na época, contra a desigualdade racial em pleno Apartheid, e que após sua morte teve seu poema The Dead Child of Nyanga lido e apontado por Nelson Mandela como um poema de uma das melhores poetisas sul-africanas em seu primeiro discurso ao Parlamento Sul-Africano.